UFRJ - Instituto de Economia Seminario Brasil em Desenvolvimento CEPAL

Apresentação

Debater crescimento, transformação e inclusão

Brasil em desenvolvimento é um projeto de realização de seminários de discussão sobre os rumos do desenvolvimento brasileiro de longo prazo, seus desafios e as políticas públicas e privadas associadas. Pretende-se contribuir para que a temática do desenvolvimento econômico seja privilegiada na agenda política do país, a partir de discussões sobre idéias, experiências e práticas de política no Brasil e no exterior.

Sob o título geral Brasil em desenvolvimento, o Instituto de Economia da UFRJ, em parceria com a CEPAL/ONU –Comissão Econômica para América Latina e Caribe- e o DDAS/UFRRJ –Departamento de Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-, organizará um ciclo de seminários, em torno dos seguintes temas gerais: economia política internacional, gestão macroeconômica, planejamento do desenvolvimento, financiamento do desenvolvimento, desenvolvimento produtivo, ciência, tecnologia e desenvolvimento, infra-estrutura, trabalho e desenvolvimento institucional.

Os seminários serão ancorados em apresentações de formuladores de política (do setor público e privado) e acadêmicos brasileiros e estrangeiros. Este também deve ser o público assistente. Estes eventos devem ocorrer durante os meses de setembro, outubro e novembro de 2003, com duração de três ou seis horas cada um, em encontros semanais, geralmente, às segunda-feiras, no salão Pedro Calmon, Palácio Universitário, UFRJ, Av. Pasteur, Urca, Rio de Janeiro.

A oportunidade

O final da década dos 80 e os anos 90 testemunharam uma grande transformação nas estratégias de desenvolvimento econômico e fizeram surgir, nos países avançados, um novo consenso acerca das prioridades de política econômica, com importantes implicações para países em desenvolvimento. A prioridade central passou a ser a gestão macroeconômica prudente e a liberalização econômica, independentemente do estágio de evolução e das características estruturais ou conjunturais de economias nacionais. Embora durante a década de 90, fluxos e volumes de comércio e investimento direto tenham aumentado significativamente e vários países, principalmente na América Latina, tenham adotado políticas sugeridas por agências internacionais, a ‘terra prometida’ do crescimento econômico sustentado ainda não foi alcançada.

O IE-UFRJ, ao longo dos últimos três anos, promoveu uma série de eventos, em parceria com a CEPAL e outros centros acadêmicos, agências de fomento e empresas do país e do exterior, para discutir o desenvolvimento brasileiro, latino-americano e asiático. O Seminário Brasil em desenvolvimento dá continuidade a este processo, partindo de uma dupla constatação. Primeiro, que o momento político e intelectual é propício para avançar o conhecimento aplicado ao tema, que ancore a construção de novas estratégias de desenvolvimento. Segundo, que não se faz política sem teoria: decisões públicas e privadas conseqüentes e eficazes são sempre ancoradas em um quadro de referência organizado e coerente.

Brasil em desenvolvimento

Este é um projeto que parte do entendimento de desenvolvimento como um processo sustentado de crescimento –maior geração de valores econômicos-, transformação produtiva – mudanças no que é e como bens e serviços são produzidos- e distribuição de riquezas entre estratos sociais e regiões. A sua interpretação analítica e as associadas implicações de política demandam, no entanto, o entendimento de situações concretas. Ao mesmo tempo, o desempenho econômico de um país não é autônomo em relação ao seu arcabouço institucional. A forma como a sociedade se articula, em seus mais variados níveis, determina e limita o seu projeto de desenvolvimento. Entender tais interações é fundamental para a definição de estratégias e delimitação do escopo de políticas públicas.

Crescimento sustentado com mudança estrutural e inclusão social pressupõe modificações importantes no conjunto das atividades produtivas, na natureza da inserção internacional da economia brasileira e nas regras que definem como os agentes econômicos se relacionam. As condições necessárias e suficientes para se alcançar um ciclo virtuoso de desenvolvimento não surgem automaticamente, demandando intervenções públicas específicas e coordenadas e politicamente sustentáveis.

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