Projetos de Pesquisa

Lista Simplificada

Coordenador(es)Órgão financiadorTítulo da pesquisa
Antonio José Alves Júnior CNPq (Bolsa de Produtividade) Transformações recentes do sistema bancário brasileiro e seus impactos sobre o desempenho, a resistência a choques e as condições de crédito
Fernando Cardim de Carvalho CNPq (Bolsa de Produtividade) O novo acordo da Basiléia e sua adoção no Brasil: vantagens potenciais e dificuldades
Fernando Ferrari Filho CNPq (Bolsa de Produtividade) A proposição da união monetária para o Mercosul à luz da experiência de unificação monetária européia
Jennifer Hermann CNPq (Bolsa de Produtividade) Estrutura do Sistema Financeiro e Fragilidade Externa:uma análise do caso brasileiro
João Sicsú CNPq (Bolsa de produtividade) e FAPERJ (Auxílio à pesquisa) Liberalização Financeira e Estabilidade Macroeconômica
José Luís Oreiro CNPq (Bolsa de produtividade) Fragilidade financeira e ciclo econômico
Luiz Fernando de Paula CNPq (Bolsa de produtividade) Tendências mundiais recentes da consolidação bancária e seus impactos sobre o setor bancário brasileiro



Lista Detalhada


Coordenador(es)Órgão financiadorTítulo da pesquisa
Antonio José Alves Júnior CNPq (Bolsa de Produtividade) Transformações recentes do sistema bancário brasileiro e seus impactos sobre o desempenho, a resistência a choques e as condições de crédito
Resumo:
O objetivo da pesquisa é estudar o processo de ajustamento do sistema bancário brasileiro no período 1994-2002, a partir da hipótese da fragilidade financeira, de Minsky. Três aspectos serão privilegiados: (a) as transformações da estrutura patrimonial e das contas de resultado dos bancos privados; (b) a evolução e os determinantes do spread bancário; (c) a interação das estruturas patrimoniais dos bancos.

Coordenador(es)Órgão financiadorTítulo da pesquisa
Fernando Cardim de Carvalho CNPq (Bolsa de Produtividade) O novo acordo da Basiléia e sua adoção no Brasil: vantagens potenciais e dificuldades
Resumo:
O objetivo principal é estudar a adequação dos princípios propostos na nova versão do Acordo da Basiléia para sistemas bancários do Brasil, enquanto economia emergente, e seus possíveis impactos na evolução da atividade do setor bancário no futuro próximo. Enfatizam-se os seguintes aspectos: (i) a redefinição do conceito de risco sistêmico que está implícita no novo texto; (ii) o exame teórico e empírico da nova estratégia de regulação e supervisão financeiras adotadas pelo Comitê da Basiléia, que privilegia a solvência das instituições bancárias; (iii) a viabilidade de adoção do acordo no Brasil, face ao preparo do aparato de supervisão financeira e das próprias instituições bancárias.

Coordenador(es)Órgão financiadorTítulo da pesquisa
Fernando Ferrari Filho CNPq (Bolsa de Produtividade) A proposição da união monetária para o Mercosul à luz da experiência de unificação monetária européia
Resumo:
A pesquisa discute se a experiência de unificação monetária européia é adequada para o processo de integração monetária do Mercosul. Neste particular, objetiva-se analisar que lições poder ser retiradas da UME, visando a uma possível unificação monetária para o Mercosul.

Coordenador(es)Órgão financiadorTítulo da pesquisa
Jennifer Hermann CNPq (Bolsa de Produtividade) Estrutura do Sistema Financeiro e Fragilidade Externa:uma análise do caso brasileiro
Resumo:
A pesquisa visa investigar as relações existentes entre a estrutura do sistema financeiro brasileiro (SFB) e o quadro de fragilidade externa que caracteriza o Brasil desde os anos 1980, com ênfase no período pós-Plano Real (pós-1994). O projeto ora proposto vincula-se à pesquisa ainda em andamento no Programa de "Bolsa de Produtividade" do CNPq (Março/2003 a Fevereiro/2005), da mesma autora, mas não se caracteriza como simples continuidade do projeto anterior. Este tinha por tema central a regulamentação dos fluxos de capital a partir dos anos 1990 - mais especificamente, a questão da conveniência e viabilidade da adoção de políticas de controle sobre estes fluxos. O abandono dessas políticas nos países em desenvolvimento (PED) nos anos 1980-90 foi apontada, no projeto, como uma das causas aparentes da maior propensão destes países a crises cambiais. Essa relação justificou a proposição da pesquisa, cuja motivação central era, em última instância, contribuir para uma melhor compreensão do fenômeno das "crises gêmeas" dos anos 1990 nos PED. Duas condições estruturais típicas dos sistemas financeiros dos PED foram também apontadas, no projeto anterior, como hipóteses explicativas da elevada propensão destes países a crises cambiais: a) o precário desenvolvimento do segmento de crédito (direto e bancário) de longo prazo; b) o baixo ou nulo grau de liquidez das moedas dos PED no mercado financeiro internacional. A primeira delas é a que se pretende explorar na pesquisa a ser desenvolvida a partir de 2005. As principais hipóteses que orientam a pesquisa são: a) a precariedade dos sistemas financeiros dos PED quanto a fontes de financiamento de longo prazo está na raiz da elevada dependência destes países em relação à poupança externa, porque "empurra" as empresas para o crédito externo sempre que o mercado internacional é favorável; b) essa condição parece confirmar uma antiga tese a respeito dos ciclos de endividamento externo dos PED, segundo a qual estes ciclos são, predominantemente, "exógenos", isto é, ditados mais pelas estratégias e interesses dos investidores externos que por políticas domésticas de crescimento e endividamento. Nesse contexto, limita-se a capacidade de atuação das políticas macroeconômica e financeira sobre a fragilidade externa do país. O rompimento desta condição de fragilidade nos PED requer, portanto, uma combinação de mudanças institucionais (regulatórias) e políticas de desenvolvimento do sistema financeiro. O objetivo da pesquisa , no plano empírico, é analisar a validade dessas hipóteses para o Brasil, cujo sistema financeiro, sabidamente, padece de limitações no tocante ao financiamento de investimentos. Mais especificamente, pretende-se: a) investigar se a política de liberalização financeira implementada no país a partir de fins da década de 1980 contribuiu, direta ou indiretamente, para ampliar a oferta doméstica de fundos de longo prazo no Brasil e melhorar as condições de acesso a esses fundos, em termos de prazos e custos; b) complementar a pesquisa anterior (2003-05), com a análise do papel da regulamentação financeira sobre as condições de financiamento no Brasil e sobre a fragilidade externa a que se expõe a economia, na qual se inclui a discussão sobre o papel a ser cumprido por políticas de controle de capital; c) avaliar em que medida as condições de financiamento de investimentos no Brasil explicam a dependência do país em relação ao capital externo; d) avaliar a influência da política macroeconômica (monetária, fiscal e cambial) e financeira no Brasil sobre esses dois aspectos do mercado financeiro brasileiro: sobre as condições de financiamento de investimentos e sobre o perfil de endividamento externo do país a partir de meados dos anos 1990. O produto esperado da pesquisa são artigos que contribuam para a compreensão destes temas.
Palavras-chave: estrutura financeira; fragilidade externa; regulamentação financeira

Coordenador(es)Órgão financiadorTítulo da pesquisa
João Sicsú CNPq (Bolsa de produtividade) e FAPERJ (Auxílio à pesquisa) Liberalização Financeira e Estabilidade Macroeconômica
Resumo:
O FMI através de artigos e declarações de seus principais economistas reconhece que, em primeiro lugar, a desejabilidade da liberalização dos movimentos interncionais de capital, revelava um preferência a priori, mais do que o resultado empiricamente fundamentado do trabalho de pesquisa da instituição e, em segundo lugar, que este parti pris permanece. O Fundo reconhece apenas que controles, limitados e temporários, para certos tipos de economia, merecem mais estudo. Na verdade, o FMI reconheceu que a liberalização do movimento de capitais foi precipitada em muitos casos, defendendo, a partir de então, que a remoção dos controles restantes fosse feita após sequenciamento correto de reformas e políticas econômicas prévias. Dessas questões, fazem emergir algumas perguntas que se configuram no objetivo do projeto de pesquisa: (1)-Se utilizando exatamente de quais políticas econômicas e na presença de quais instituições uma economia pode promover uma liberalização considerada segura? (2)-A relação entre liberalização financeira e estabilidade macroeconômica depende especificamente de políticas domésticas comprometidas com a estabilidade monetária, com a estabilidade da relação dívida pública/PIB e com um regime de câmbio flutuante? (3)-A relação entre liberalização financeira e estabilidade macroeconômica depende especificamente, por exemplo, do tamanho e solidez do sistema financeiro, do grau de profundidade da democracia existente, do nível de educação da população, da existência de leis que protejam os credores e de regras que garantam a transparência contábil do setor público e do setor privado? (4)-Em que medida essas condições domésticas (indicadas nas duas perguntas anteriores) são substitutas de controles de capital? (5)-Que tipos de controles limitados e temporários poderiam ser utilizados ? Atualmente a comunidade de economistas, em sua maioria compartilha da visão de que controles de capital são danosos ou inócuos. Ainda que esta maioria seja expressiva, é necessário verificar em que condições a liberalização não traria instabilidade para dentro das economias. Há, contudo, algumas vozes discordantes da maioria, que apontam para a fragilidade dos argumentos teóricos em favor da liberalização e da inconclusividade dos estudos empíricos que tentam mostrar que a remoção de controles de capital aumenta a prosperidade social e a estabilidade macroeconômica. Atuamente, D.Rodrik e J.Stiglitz são os mais influentes economistas contrários a liberalização financeira. Além das perguntas já mencionadas, o projeto visa recuperar o debate recente sobre a libera'lização financeira, com vistas a avaliar a conclusão mencionada favorável ao que podemos chamar de liberalização cautelosa. O consenso em favor desta estratégia é dasafiado em diferentes graus por diversos pesquisadores; e alternativas, igualmente deferenciadas quanto à sua radicalidade, são por eles oferecidas. No projeto tem-se a intenção de avaliar instrumentos e/ou experiências nacionais específicas, além de abordar o desafio intelectual representado pela liberalização, tanto para a investigação teórica quanto para a investigação empírica. Estas questões podem ser sintetizadas nas seguintes perguntas que são complementares as já citadas: (6)-Quais as experiências (se é que elas existem) de liberalização financeira realizadas de forma controlada e segura que contaram com o apoio de reformas domésticas e políticas econômicas implantadas de forma sequenciada? (7)-Existem experiências nacionais e/ou instrumentos de controles de capital que se mostraram eficazes em manter a estabilidade macroecônomica antes que as condições favoráveis a liberaízação tivessem sido alcançadas? Cabe ser destacado por último, embora não menos relevante, que todas as perguntas do projeto objetivarão ampliar a sua resposta sempre buscando analisar o caso brasileiro. Argumenta-se na "descrição do projeto" em anexo que é possível que esse conjunto de perguntas seja respondido satisfatoriamente.

Coordenador(es)Órgão financiadorTítulo da pesquisa
José Luís Oreiro CNPq (Bolsa de produtividade) Fragilidade financeira e ciclo econômico
Resumo:
O projeto se propõe a dar seqüência à elaboração de modelos de crescimento e ciclo econômico de natureza ou inspiração pós-keynesiana que sejam capazes de analisar a relação entre fragilidade financeira, distribuição (funcional de renda) de renda e o grau de utilização da capacidade produtiva. As hipóteses básicas subjacentes ao presente projeto são : (i) as economias de mercado são inerentemente instáveis, ou seja, não existem mecanismos de mercado capazes de fazer com que essas economias apresentem uma trajetória de crescimento caracterizada pela estabilidade do grau de utilização da capacidade produtiva e do nível de emprego; (ii) a instabilidade é endógena no sentido de ser o resultado da própria estrutura das economias de mercado, sendo assim independente da ocorrência de "choques exógenos" sobre as mesmas; (iii) a instabilidade resulta de uma interação complexa entre fatores reais - como, por exemplo, a relação não-linear entre distribuição de renda e grau de utilização da capacidade produtiva - e financeiros - como, por exemplo, a relação entre o grau de endividamento das empresas e a taxa de juros dos empréstimos bancários; (iv) a instabilidade é, no entanto, limitada no sentido de que não se traduz em comportamentos explosivos da taxa de crescimento do produto e do grau de utilização da capacidade produtiva. O objetivo final desse projeto é avançar na tarefa de integração entre "ciclo" e "tendência", bem como de integrar as variáveis reais e financeiras na explicação da dinâmica de crescimento das economias de mercado.

Coordenador(es)Órgão financiadorTítulo da pesquisa
Luiz Fernando de Paula CNPq (Bolsa de produtividade) e PROCIENCIA/UERJ Tendências mundiais recentes da consolidação bancária e seus impactos sobre o setor bancário brasileiro
Resumo:
O objetivo deste pesquisa é analisar os determinantes e impactos do processo de consolidação bancária recente no mundo e no Brasil, procurando: (i) elaborar um marco teórico que permita entender as estratégias de expansão dos bancos no contexto de mudanças do setor; (ii) comparar as experiências de consolidação bancária entre regiões e países selecionados; (ii) avaliar em que medida o mercado bancário brasileiro está seguindo as tendências internacionais de consolidação bancária, assim como o "modelo" de consolidação que está sendo adotado. (iii) examinar as "forças da mudança" da consolidação bancária no Brasil e suas especificidades; (iv) analisar as conseqüências desse processo sobre o setor bancário brasileiro. Em particular o projeto pretende responder as seguintes perguntas: Quais os fatores determinantes do processo de fusões e aquisições bancárias? Quais as tendências da consolidação bancária no mundo? Quais as semelhanças e diferenças entre os países desenvolvidos e os países emergentes? O Brasil vem acompanhando as tendências internacionais de consolidação? Quais as suas especificidades?

UFRJ - Instituto de Economia