O século XXI tem se caracterizado por um paradoxo histórico profundo: a despeito das previsões triunfalistas do fim da história, que anunciavam a vitória definitiva do capitalismo liberal, as contradições inerentes a este modo de produção aprofundaram-se e manifestaram-se com violência renovada. Vivemos uma era de crises multifacetadas – económica, ecológica, sanitária, política e social – que expõem as limitações estruturais e a irracionalidade fundamental de um sistema orientado pela acumulação infinita de capital em um planeta finito.
Neste contexto de turbulência e de busca por alternativas, o pensamento marxista reafirma-se não como um dogma do passado, mas como uma ferramenta viva e indispensável para a compreensão crítica da realidade. A obra de Karl Marx e seus desenvolvimentos posteriores oferecem um arsenal teórico único para desvendar as leis de movimento do capital, a gênese das crises, a natureza exploratória do trabalho, a função da ideologia e as dinâmicas da luta de classes em suas mais variadas expressões, como as questões de gênero e de raça.
É precisamente para reafirmar esta potência crítica e fomentar um espaço de rigorosa investigação e debate plural que foi criado o Núcleo de Crítica Social Marxista (NUCRIM) em 2025. Este grupo nasceu da convicção de que seja capaz de dialogar com as diversas tradições e correntes do marxismo, sem sectarismos, mas com compromisso intelectual e político com a transformação social.


DESTAQUE
 
EVENTO | Historical Materialism Rio 2026
Beyond the Commodification of Life: Social Struggles and Possible Futures
21st Jul 2026 12:00 - 23rd Jul 2026 12:00
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Campus Praia Vermelha, Rio de Janeiro, Brazil

PUBLICAÇÃO EM DESTAQUE
Working class and the reserve army in China: From semi-proletariat to neoliberal precarisation
This article analyzes, theoretically and empirically, the major transformations of the Chinese working class over the last 45 years. Our argument is that labor precarization in China has transitioned from a distinctive form, namely semi-proletarianization, to a neoliberal form characterized by intensified labor exploitation in the service sector, widespread urban informality, and the rapid expansion of platform-based employment. Despite rising wages in China over the past 15 years, a new form of labor precarization has emerged. Consistent with global patterns of neoliberal labor precarization, the relationship between the active worker and the industrial reserve army is highly fluid and hybrid within China.

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