GLOSSÁRIO

Conceitos e definições sobre mudanças climáticas


C

CO₂ equivalente (CO₂e)

Existem vários gases de efeito estufa (GEE) que contribuem de diferentes maneiras para o aquecimento global. Uma tonelada de metano (CH4), por exemplo, aquece mais do que uma tonelada de gás carbônico (CO₂). O CO₂ equivalente (CO₂e) é um parâmetro unificado que traduz o efeito de cada gás em quantidade de CO₂, possibilitando sua comparação (DENISON; FORSTER; SMITH, 2019). A partir do CO₂e, é possível somar emissões, comparar atividades e acompanhar metas climáticas. Na economia, essa unidade ajuda a calcular quanto custa reduzir emissões, comparar setores e precificar o carbono, isto é, definir um valor por tonelada de CO₂e (WORLD BANK, 2014).


E

Emissões territoriais

São as emissões que acontecem dentro das fronteiras de um lugar, como um país, estado ou cidade. O que conta é onde as emissões são geradas, não onde o produto será usado. Se o Brasil emite pela criação de gado, pelo desmatamento ou pela queima de combustíveis, isso entra na conta brasileira, mesmo que o produto final seja exportado. Essa é a base dos inventários nacionais (PETERS, 2008), que também registram emissões e remoções do uso da terra (ZIMBRES et al., 2024). Na economia, essa medida mostra como a forma de produzir e a especialização de cada lugar influenciam suas emissões, ajudando ainda a entender a fuga de carbono: quando regras mais duras levam parte da produção poluente para outro lugar, as emissões locais podem cair sem que as emissões do planeta caiam na mesma medida (PETERS; HERTWICH, 2008).


Emissões incorporadas

São as emissões associadas a todas as etapas da produção de um bem, da extração das matérias-primas até chegar a quem consome, mesmo que ocorram em outro país. Um carro importado, por exemplo, incorpora as emissões de carbono associadas ao processo produtivo da fábrica que o produziu. Somadas a tudo o que um país consome, formam-se suas emissões baseadas no consumo, que podem ser bem diferentes das emissões territoriais. Na economia, essa conta pode mudar a visão sobre o comércio internacional: países exportadores líquidos de bens intensivos em carbono tendem a emitir na produção mais do que consomem, enquanto países ricos que importam muito fazem o contrário (PETERS; HERTWICH, 2008). Ela também alimenta debates como a cobrança de carbono nas fronteiras e a divisão de responsabilidade entre quem produz e quem consome.


I

Inventário de emissões

O inventário de emissões é o registro de quanto gases de efeito estufa (GEE) um país, setor ou empresa emitiu e quanto foi retirado da atmosfera, por exemplo, por florestas. Mostra também de onde vêm as emissões. Nos inventários nacionais, as fontes são agrupadas em Energia (que inclui a queima de combustíveis na indústria), Processos Industriais e Uso de Produtos, Agropecuária, Uso da Terra e Florestas e Resíduos. Os resultados podem ser expressos em CO₂e. Os países seguem as diretrizes metodológicas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), e as empresas costumam usar o GHG Protocol (EGGLESTON et al., 2006; CALVO BUENDIA et al., 2019; WRI; WBCSD, 2004). Na economia, o inventário ajuda a localizar as maiores fontes de emissões, escolher prioridades e acompanhar se as medidas funcionam. Como os métodos são públicos e verificáveis, permite comparar dados ao longo do tempo.


SEMINÁRIO DO GRUPO DE ECONOMIA POLÍTICA

Keynes e o "terceiro" postulado da teoria (neo)clássica no equilíbrio de longo prazo e no processo de acumulação

APRESENTADOR:
Franklin Serrano (UFRJ)

DATA: 03/12
HORÁRIO: 18H30
LOCAL: SALA 102

Contamos com a sua participação!

Organização do Grupo de Economia Política.

031226

 

topoCEDE DIA 10 E 17

 

DIA 10/11

16h00 -17h30  LANÇAMENTO DO LIVRO


“Reimagining the Welfare State”, de Celia Lessa Kerstenetzky

Diante de novos riscos sociais, como as transformações do trabalho, a desigualdade e a crise climática, Kerstenetzky propõe um "Estado de bem-estar constitutivo", centrado na expansão de serviços públicos sociais. Com base no caso brasileiro, o livro discute os efeitos dessa expansão sobre emprego, desigualdade e sustentabilidade e possíveis obstáculos à sua implementação.

SUMÁRIO E PREFÁCIO DE PETER EVANS

AUTORA Celia Lessa Kerstenetzky (IE-UFRJ) 

DEBATEDORA Ligia Bahia (IESC-UFRJ) 

COORDENADORA Tatiana Roque (IM-UFRJ) 

 


 

 

DIA 17/11

14h00 -15h50 Mesa 3: Desigualdades e transformações no mundo do trabalho no Brasil

Os trabalhos tratam do tempo de deslocamento casa–trabalho segundo raça e território, do trabalho em plataformas e seus efeitos sobre rendimentos, da maternidade como fator de interrupção das trajetórias de jovens mulheres e dos impactos de longo prazo do investimento em educação sobre pobreza e emprego.

COORDENAÇÃO: Valéria Pero (IE-UFRJ)

DEBATEDORA: Danielle Carusi Machado (UFF)

“Raça, território e o custo temporal do deslocamento ao trabalho: evidências do Rio de Janeiro e de São Paulo” 
Melissa de Azevedo Xavier da Silva (UFF)

“Plataformização, desigualdade e precariedade no mercado de trabalho brasileiro: evidências da PNAD Contínua (2016–2026)”
Luiz F. Quaglio (UFRJ)

“Novas formas de trabalho e desigualdade de rendimentos no Brasil”
Adriana Fontes (UFRJ)

“Motherhood and Gender Inequality: Interrupted Educational and Labor Market Trajectories among Young Women in Brasil”
Paulo Fernandes (UFRJ)

“The Long-Run Impact of Large Transfers for Education on Poverty and Labor Market”
Daniel Duque (FGV IBRE)


 

16h00-18h00 Mesa 4: Desigualdade educacional: Novo Fundeb

Resultados de projeto desenvolvido em parceria com o INEP sobre o financiamento da educação básica no Brasil. As apresentações abordam três dimensões: séries históricas de receitas e despesas educacionais dos entes subnacionais; desafios metodológicos envolvidas na análise da evolução da infraestrutura escolar; e a dinâmica do emprego docente nas redes municipais.

INFRAEESTRUTURA
Fabio Waltenberg (UFF) (coordenador)

EMPREGO DOCENTE
Danielle Carusi Machado (UFF) e Maíra Franca (Cândido Mendes e UFF)

RECEITAS E DESPESAS
Victor Bridi (UFF/IPEA)

 

 

 

SEMINÁRIO DO GRUPO DE ECONOMIA POLÍTICA

CRESCIMENTO E MEIO AMBIENTE: recursos naturais e emissões na teoria neoclássica e no crescimento liderado pela demanda

APRESENTADOR:
João Emboava Vaz (UFRJ)

DATA: 19/11
HORÁRIO: 18H30
LOCAL: SALA 102

Contamos com a sua participação!

Organização do Grupo de Economia Política.

191126

 

 

Fake it till you (don’t) make it: Fake diplomas and signaling in labor markets

AUTORES:
Eric Bettinger (Stanford University), Marcio Firmo (UERJ) , Gustavo Gonzaga (PUC-Rio), and Vitor Pereira (UFRJ)

PALESTRANTE:
Vitor Pereira (professor do IE/UFRJ)

DATA: 26/10/2026 (segunda-feira)
HORA: 16:40h
SALA: 201 (antiga sala 203)

RESUMO: Does schooling create skills, or does it merely signal a worker’s underlying ability? We answer this question by exploiting a setting where the two channels can be separated directly: a credential that is observationally identical to a real diploma but, by construction, carries no human capital. In 2018, police in Rio de Janeiro shut down 21 high schools for selling diplomas to adults who had never attended class. We match the
resulting fake-diploma recipients, together with recipients of legitimate adult-education diplomas from the same period, to Brazil’s matched employer-employee records (RAIS). Because both groups actively sought and obtained a credential, the comparison nets out most of the selection that has confounded prior tests of signaling theory. We find that fake and legitimate diplomas produce statistically indistinguishable gains in employment and wages at the moment of receipt: the credential is priced as if it carried skill, before employers have any evidence to the contrary. Within two to three years, however, the two paths diverge sharply: wage and employment gains keep growing for legitimate holders while they plateau and then erode for fake-diploma holders, who also experience ten percentage points more job turnover and non-employment.
The decline is concentrated among workers who do not switch jobs, consistent with employers learning about true productivity on the job, and is sharper in occupations where productivity is easier to observe and steeper where career ladders reward it. Together, the results show that schooling’s labor-market value operates through a signaling channel that is real and economically large in the short run, but whose force depends entirely on employers’ ability to eventually learn the truth.

INFORMAÇÕES GERAIS
Os seminários ocorrerão às segundas-feiras na sala 201. A sala tem que ser liberada até 18:15, pois à noite ela é utilizada pelo curso noturno.
Os alunos de mestrado e doutorado em tempo integral têm que obter uma frequência mínima de 75% nos seminários e os demais uma frequência mínima de 50%. 

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